quinta-feira, 23 de abril de 2009

Filhos...filhos...filhos?

Olhando o calendário observei que o Dia da Mães está chegando... foi o suficiente para começar a pensar em Mãe, filho, filhos... o que é isso? Para mim é simples, mas vejo muitas pessoas complicadas com essa relação. Ora, complicam porque, em primeiro lugar ser Mãe é ter consciência que aquele ser que deu vida, vai passar por todas as etapas que já passou, percebo algumas que esquecem essas etapas, entre elas, a mais comentada e discutida, a adolescência!! depois a saída do ninho...que muitas mães demoram para aceitar!
Ter filhos é maravilhoso, um fato na minha vida, que em momento nenhum me arrependi. Posso dizer que tento da melhor maneira possível, estar sempre em conexão com eles. Procuro Eu estar ligada com eles, não quero que se sintam na obrigação Deles estarem ligados comigo, pois sei que devem seguir o caminho que escolherem, sem sentir pressão ou mesmo, de dar retorno às expectativas de Mãe.
Como Mãe, sempre dei a liberdade deles assumirem seus atos, seja tatuagem, seja amizade, seja não comer verdura/legumes, usar o aparelho ortodôntico, sempre deixei claro que devemos responder por tudo que fazemos.
A fase da adolescência, claro que não foi das melhores, foi meio que tumultuada, agitada de ambos os lados, pois os pais sentindo as alterações no filho, vai se alterar, concluindo, a coisa pega para os dois lados!! e passa...
Quando chega na fase de formação profissional, me lembro como uma fase mais silenciosa, mais ordenada, organizada. Finalizada essa fase, vem a definição de carreira, é daí? essa hora os pais podem entrar com esclarecimento de objetivos de vida, de valores, nesse momento vemos o início do retorno do investimento na formação e educação familiar.
Filho, filhos são as maravilhas que todo ser humano deveria sentir, são tão imprevistos em suas ações e comportamentos, provando que o ser humano tem uma capacidade de criação infinita em todos os sentidos.
Minha alegria de festejar o Dia das Mães, não é só no segundo domingo de maio, mas todos os dias, pois sou Mãe por inteiro, ano todo. Prazer maior é sentir que meus filhos são filhos todos os dias, ano todo.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Crescer / Felicidade

O que é crescer? temos muitas formas de "crescer". A que mais destaca é o "crescer" como pessoa, como verdadeiro ser humano. Como podemos dizer que estamos totalmente "crescidos"?
Nas minhas pensações, não digo reflexões, porque não me sinto propriamente capaz de dizer que estou a nível de fazer reflexões sobre um tema tão profundo, por isso, só pensação...
Nesse tempo de vida, posso dizer que não me considero uma pessoa sábia, pois a cada dia vejo que tenho muito que aprender, seja sobre mim mesma, sobre a natureza, sobre as pessoas, enfim, quando vejo que não sei quase nada, sinto-me jovem, quero ver como tudo acontece, enfim tenho sede de saber, de conhecer... e saber se realmente já estamos "crescidos" para enfrentar as situações que a vida nos que apresenta que por sua vez cada dia mais dificeis.
Conversando, descubro que nunca vou estar realmente "crescida" pois o que vejo acontecer no mundo e ao redor, são coisas que tenho que pensar, pensar e pensar bem pensado para ver se aceito com naturalidade ou se tenho que fazer uma pensação mais profunda, com boas justificativas para aceitar.
Digo pela minha própria vida, muitas coisas que vivi, há muito tempo atrás, nem sonhava em passar ou viver! Não sei, se pela minha personalidade, pelas situações que passei, hoje sou uma pessoa que tenho certeza que vou precisar de muito tempo para me considerar "crescida" no entendimento sobre os fatos ou as situações que a vida nos apresenta. Mesmo assim, sinto-me bem mais "crescida" que há uns anos atrás, bem mais entendida e mais tolerante.
Crescer, muitas pessoas tem a ideia que basta ter mais tempo de vida para se considerarem "crescidas", sabidas, entendidas, cheias de "conselhos", que na sua maioria focam somente o lado negativo.
Por que o negativo fica sempre mais grifado? Por que não marcam os dias felizes? os momentos alegres? os abraços? os bons beijos? as boas risadas? as flores mais lindas? os filhotes lindos, gordinhos com cheiro de leite? as promoções em todos os sentidos!
Tenho um cuidado na vida, procuro estar sempre alerta, não quero guardar nada de negativo que vivi, quero apresentar a Deus somente as alegrias que tive, pois Ele como Pai verdadeiro, deseja que seus filhos sejam felizes e, basta!!
Assim, quero ter bastante tempo de vida, mas quero lembrar só das coisas boas, quero desejar só o que é bom.
"Crescer", penso eu, é isso, é passar pela vida, que é uma dádiva tão suave, sutil, frágil e leve, que exige uma pensação na busca do entender como o outro encontra a felicidade, porque eu a encontro de forma diferente, assim tenho que saber que a felicidade de cada um é encontrada a seu modo e maneira.
Concluindo, estamos sempre "crescendo" se queremos acompanhar as voltas da Terra, as idas e vindas das ideias, os altos e baixos das pessoas, sabendo que todos nós estamos em busca da felicidade, essa busca tem seus critérios que cada cultura impõe, mas a felicidade é a mesma, basta respeitarmos o que é a Felicidade do outro!!

terça-feira, 7 de abril de 2009

Histórias da vida na fazenda

Lembram que já falei um pouco da minha infância na fazenda, ou melhor dizendo, no mato. Pois foi na época que meus pais estavam derrubando grandes árvores, tirando o habitat de muitas espécies de animais, lembro de pássaros que hoje se encontram em extinção, de outros que nem sei se existem, como o macuco, outros que não sei mais o nome...se tivesse a consciência que tenho hoje, não sei como seria??? bom, hoje não temos mais as grandes árvores reunidas formando grandes matas.
Voltando à vida ali naquele lugar, vou começar pela nossas manhãs, imaginem uma casa grande de madeira, com grandes quartos, sala grande e vazia, pois não tínhamos visitas de cerimonia, cozinha com fogão de lenha, uma pia sem torneira, pois não era água encanada e sim água do poço...banheiro dentro de casa, daquele chamado "tiradentes", onde voce põe água num balde, sobe com uma roldana e corda. Lembro que uma vez esse chuveiro caiu e cortou a testa da minha irmãzinha, foi o maior susto.
Nossos dias transcorriam na maior naturalidade daquela realidade. Sempre aparecia alguma coisa para fazer, tínhamos nossas tarefas, como por água para as galinhas, varrer o quintal, tratar dos animais, como os porcos, no final da tarde, catar os ovos, minha alegria era quando encontrava um ninho novo e, maior a alegria quando esse ninho estava com bastante ovos...hoje quando penso na alegria que tinha, vejo o quanto nossa vida era saudável, imaginem sentir alegria quando a galinha saía do ninho com uma penca de pintinhos, quando nascia cachorrinhos, quando a porca criava aquele monte de porquinhos, tinha de todas as cores, voces que nunca viram isso, não podem imaginar a beleza e alegria de ver esses animaizinhos tão pequenos sendo quase independentes.
Uma vez, não lembro mais como, mas sei que um bezerro ficou sem mãe, demos o nome de Tim, e cuidamos dele, agora voces conseguem imaginar um bezerro, sendo tratado como animal de estimação? e, ele se achando parte da família? nem passava pela cabeça dele que estava crescendo muito e, rápido...sem perceber, entrava em casa, escorregava no assoalho, era nosso animalzinho de estimação, enfim...chegou o tempo que o Tim precisou ir embora, imaginem a choradeira, foi de dias!!!
Meus pais não tinham tempo para acompanhar muitas dessas nossas proezas, a preocupação deles era em fazer a terra produzir para pagar o Banco, ah!!esse Banco quanto dinheiro ele levou de nós!!!
Nosso brinquedo certo era o balanço no quintal. Nem se imaginava que existisse brinquedos além das bonecas e carrinhos, brinquedos esperados pelo Papai Noel. Só sei que nesse ambiente vivi a mais pura aprendizagem natural, hoje defendida por alguns educadores norte-americanos.
Desejo que meus netos tenham pelo menos uns 20% dessa vida que tive, que possam ver uma galinha pondo um ovo, chocar esses ovos e assistam o nascimento dos pintinhos. Que possam semear, cuidar e colher alguns vegetais e frutas.
Que sejam amantes e cuidadores da natureza.

sábado, 4 de abril de 2009

Sábia Solidão

Solidão, dizem que é o mal desse nosso tempo. Para mim, os momentos de solidão, são os momentos que mais me descubro, mais penso em mim, penso nas mudanças de comportamento, de valores, ouço minhas músicas, curto o silêncio, ah!! como é bom ouvir o silêncio...
É claro, que tenho os momentos de solidão, de dor, de saudade, falta de um ombro amigo, de alguém para massagear meus pés, de falar do nada, falta do calor humano, de um abraço, aqui no caso, de urso, de compartilhar as ansiedades, angústias, discutir a relação, da ajuda para a solução de $$$.
Bom se formos pesar, a solidão faz-nos sentir a falta do outro.
Prova que ter companhia é importante, isto faz-me lembrar que nunca tive amiga confidente ou fui confidente de alguém...talvez por isso, eu goste de ficar sozinha. Tem horas que prefiro ficar sozinha, gosto de fazer caminhada sozinha, andar pela praia sozinha, assistir filme sozinha, sair como fazer compras, ao shopping gosto de ir sozinha, não tenho o menor constrangimento em entrar num restaurante ou bar sozinha, fazer o pedido, sentar numa mesa e desfrutar do pedido!
Bom, isto não é meu cotidiano, não vão pensar que só faço isto...tenho o outro lado de adorar conversar, rir, contar e ouvir piadas, converso com quem chega perto, quem me conhece sabe que não sei ficar muito tempo quieta.
Vou ao trabalho de ônibus, muitas pessoas riem quando falo que gosto dessa pequena viagem, pois ando uns 40 minutos, tempo que não deixo em branco. Vou observando as pessoas e suas diferenças, meu Deus! como o Senhor é criativo!!! fico analisando quantos problemas para resolver? quantos amores nascendo? amores morrendo? quantas decepções? quantos desejos? sonho? alegrias que são revividas nesse percurso? noites mal dormidas? hum...noites bem dormidas...ah! são tantas realizações e desilusões...que chego a pensar que nesse tempo dessa pequena viagem, todas aquelas pessoas estão vivendo a "sua solidão".
Mesmo me descrevendo como uma pessoa que curte a solidão, não troco um bom bate-papo por nada nesse mundo. Minha ansiedade fica clara quando vou conversar com alguém que demora para falar, fica buscando no baú, ou fica pensando nas palavras...ai isso me dá uma gastura! não aguento e, já vou dizendo o que penso que a pessoa vai falar, sei que preciso tratar disso.
Tenho pena das pessoas que são solitárias por escolha de vida, conheço algumas. Não acredito que fizeram essa escolha por querer, mas simplesmente chegaram a isto...são pessoas fechadas, não aceitam o outro como ele é. Querem que as pessoas sejam como ele são, ora Deus é tão poderoso e mágico que mesmo nossos dias não são iguais, nunca vi um dia igual a outro! Essas pessoas deveriam pensar nisso, dou como sugestão a terem também seus momentos de solidão, quem sabe percebam que somos diferentes, minha alegria é diferente, minhas tristezas são diferentes, gostaria que essas pessoas deixassem de querer mudar aquilo que para eles está errado, como educadora digo:" aprende-se muito com os erros", então vamos errando para aprender!!!
Nunca sintam que não podem curtir a solidão, sejam sábios para tirar proveito desses momentos!!!

terça-feira, 31 de março de 2009

"Justo quando a lagarta achava que o mundo tinha acabado, ela virou uma borboleta"


Fazer aniversário sempre foi muito esperado, não sei se é porque vencemos mais um ano, ou foi o tempo nesse espaço, que pensamos ser muito especial!
Nosso orgulho em superar ou vencer, até com certo alívio, nos faz sentirmos vencedores, mais um tempo que passou, seja bom ou ruim, mas passamos!
Sem deixar de contar o tempo, na nossa cultura, em anos de 12 meses com 365 dias, esse tempo é importante para todos se avaliarem, repensar, corrigir, como digo em brincadeira, balançar o pêlo e tirar a poeira que nos incomoda ou mesmo por mais alguma coisa completando uma lacuna na vida.
Viver é saber ver os lados dos acontecimentos que nos rodeiam e em quais podemos interferir, na expectativa de melhorar, pois não tem sentido você estar usufruindo das belezas, da saúde, dos melhores aromas das flores, apreciando o voo dos pássaros com sua cores, a beleza de uma criança, a alegria de poder usufruir a vida ...gente que coisa gostosa... é essa vida!
Voltando um pouquinho, só um pouquinho, viu! vale lembrar que essa data era muito esperada. Ora, neste dia sonhávamos com os presentes, com os docinhos, com algum privilégio em casa, os colegas na escola dando abraço, mas o que mais esperava eram os presentes...para ser sincera, lembro de pouca festa de aniversário, pois quando morava na fazendo nem sabia que dia era...só havia festa em dia de Santo, como os santos juninos. Lembro de uma festa, mas morava com minha avó Maria, a Dona Maria Galdioli, em Bela Vista do Paraíso, fui morar com ela para estudar, fazer o primário e, tenho uma prima que faz aniversário um dia antes, assim minha tia fez a festa junto. Lembro pouco de presentes, mas da alegria de poder festejar meu aniversário não esqueço, foi grande.
Por isso, sempre que tenho chance faço uma reuniãozinha, para festejar esse tempo vencido, saí vitoriosa mais um ano, comemoro, mesmo!
Quando tive meus filhotes, busquei fazer festa nos aniversários deles, claro que tudo dentro das possibilidades. Fotos, fotos e mais fotos, acreditem ou não, nessa época não havia máquina digital, então, revelavam-se as fotos e, eu ainda guardo os negativos de todas as festas, passeios deles...
Agora que estou consciente e, bem consciente do valor dos dias vividos, estou festejando bem festejado minha vitória, sem me importar se tenho idade para isso ou para aquilo, sem a preocupação de ganhar presentes materiais.
Este ano mais do que tudo, comemorei as mudanças em minha vida, como diz Cecília Meireles: " aprendi com as primaveras a me deixar cortar para voltar sempre inteira ", é isso... de uns anos prá cá minha vida foi mudada radicalmente, felizmente. Não pensem que foi fácil, passei por momentos que não desejo a ninguém, consegui sair da casca que vestia e hoje visto a roupa que eu mesma escolho.
Nessa mudança de vida, inclui-se cidade, trabalho, estado civil, amigos e vizinhos novos, cachorro novo, casa nova e estou curtindo de montão tudo isso, continuem a pensar que não foi um mar de rosas, tive meus imprevistos, meus sustos, minhas inseguranças, ora, nunca tinha enfrentado uma situação dessa sozinha, pois tinha sempre alguém para ir na frente, agora não, eu tive que correr na frente, dar a palavra na finalização de negociação...ai meu Deus!!!! será que estou sabendo o que estou fazendo? Alguém se ofereceu para me orientar? Ah!! nem uma sombra de tantas pessoas que poderiam...ainda bem, pois agora posso festejar meus próximos aniversários com segurança da minha avó Dona Maria Galdioli, pois ela também não teve nenhum tipo de apoio ou ajuda para chegar onde chegou!! sou dona da minha vida e das festas dos meus aniversários!!!
Não vou dispensar esses momentos de encontrar as pessoas que mais amo, quero festejar muito e muito esse tempo que estou vencendo...e podem esperar que virão outros.
Este em especial, foi o marco de um novo tempo, uma nova Jane, desejando que a cada ano seja festejado com mais pessoas, pois nosso coração não tem medida para dosar o amor.

domingo, 22 de março de 2009

Mais de mim!


Bom, nós somos aquilo que queremos ser, acabei de pensar isto agorinhaaa...sabem por que? Porque muita gente pensa que me conhece, que sabe de tudo de mim, pergunto: quem sabe tudo de si mesmo?
Como a maior parte do tempo da nossa vida passamos com colegas de trabalhos, digo colegas, pois amigos são poucos que conseguimos amarrar e conseguir algo mais, falar de trabalho, outros são como conchas...nunca tem problema, nunca estão revoltados com a vida, com o mundo, com TPM e assim...parecem insensíveis...afinal então conseguimos nesse rio de pessoas, pescarmos muito menos que pretendíamos.
Por isso, fico pensando, puxa estou aqui com esse pessoal e não conheço quase ninguém, ou mesmo eles também não me conhecem!
Mesmo assim vou escrever um pouquinho de mim, mesmo que eles ou outras pessoas que estão acompanhando este blog não tenham interesse, sou teimosa, hein!!!
Minha infância foi muito saudável, dentro dos padrões da época, não havia aquilo de muito colo, chamego, criança tinha seu lugar, tinha que ficar longe das conversas de adulto, rapar o prato, tomar água só depois de comer tudo, ah! refrigerante conheci já grandinha, e era no mesmo esquema, só depois de comer tudo...e...um copo!
Vivi por muito anos no mato, pois meus pai foram para o interior abrir a terra, derrubar as árvores que estavam ali há muito mais tempo, mas tinham que fazer alguma coisa para progredir, e a chance naquele momento era abrir fazenda, era assim que falavam. Fomos juntos, meu irmão, eu e minha irmãzinha de dois anos. Fomos num Jeep, lembro bem, eu e meu irmão atrás, um em cada banco de lata, comum nos Jeep daquela época, entre nós além das malas havia a máquina de costura e a cachorrinha Lili. Na frente minha irmãzinha ia no colo da minha mãe.
Por falar na minha mãe, ah!! como ela era bonita! era linda! um corpo de fazer inveja a muita top model de hoje...além dessa beleza natural, era fina, educada, calma, elegante, lembro-me muito bem de muito dos vestidos que ela usava, como eram lindos!!!!! Meu pai, um homem firme, sempre pensativo, parecia que sabia o que teria que enfrentar pela frente não ia ser brincadeira...sabia que passaríamos por muitas dificuldades, ah! quantas!! mas estamos aqui..passamos.
Vejo, hoje com a urbanização muitas situações que passamos, quando falo as pessoas ficam sem saber se é verdade. Quando falo que comi muita cotia, veado, porco criado por nós, que inclusive no dia que matavam o porco era a maior choradeira, nós as crianças não queríamos, tínhamos dó...coitadinho do porco!!! corríamos para trás da casa!!! criar galinhas, catar os ovos, ficar espiando vendo a galinha pôr o ovo, que "nojooooo", mas logo já esquecia, e quando ia buscar os ovos nos ninhos, aqueles que estavam quentes, sabem o que fazíamos? ... colocávamos nos olhos, pois diziam que era bom para as "vistas", quer alegria melhor que ver os ovos sendo bicados pelos pintinhos que estavam nascendo, oh...coisa mais lindas...ah..será que esse vai ser amarelinho? marronzinho? rajadinho? preto? quanta emoção!!!!
Eu adorava a hora de dar o milho para a galinhada, pois nesse momento sempre pegava um para ficar vendo de perto, cheirando, cor dos olhos e até tinha uns que colocava nomes...mas eles esqueciam!!!!
Fora a galinhada, tínhamos os gansos, esses sim eram bravos, gente que não era de casa não entrava, pois ele corriam atrás...
Quem nunca viu um porco comer, não imagina como ele gosta de comer, como come com vontade, como comem gostoso... lembro que não comiam ração, comiam milho, abóbora, soro do leite, todo tipo de verdura, mandioca, bom tudo que vc puder imaginar que se produzia num lugar sem mercado... lembro que não comiam nada estragado, a água era corrente lá no fundo do chuqueiro...
Por hoje estas são algumas lembranças desse tempo que para mim foram muito ricas...o dia passava tão rápido, brincando, tratando dos animais, comendo "maria-preta", "joá", goiaba no pé, catando coquinho, laranja, brincando de derrubar casa de marimbombo...ah!! essa tem uma história, que depois conto.
Vou guardar um pouco, porque vocês vão ficar cansados de ler essas coisas que hoje estão tãããooo looonnnggeee....

sexta-feira, 20 de março de 2009

Lembranças Infantis!


Depois das arrumações da casa nova, onde fiz a separação dos álbuns de fotos dos filhos, dos brinquedos deles, cadernos dos primeiros anos de escola, fotos...momentos de organização e seleção, separando para por em caixas, parei por várias vezes para assistir os filmes que passavam pela minha mente, filmes que emocionavam, às vezes com risos...às vezes com lágrimas...com a certeza de serem somente lembranças...que ficaram registradas em papéis!!
Sei que um dia poderão querer levar embora essas lembranças que guardo, não posso impedir. Assim, tenho que ter uma mente e coração bem tratados e firmes em registrar esses pedaços de papéis que representam uma parte da minha vida e da vida dos meus filhos, tão puras, sinceras e inocentes, papéis que acredito em cada pedacinho do que tem ali escrito, desenhado, colado, beijado...nunca quero perder esses pedaços de papéis, mesmo que seja num bolso da minha última roupa eu quero levar um pedaço desses recados.
Hoje, depois de adultos, está cada dia mais difícil receber ou mesmo enviar esse tipo de recado, ninguém escreve mais um cartão pelo aniversário, pela formatura, pelo dia das Mães, dos Pais, ou mesmo um recado de carinho, simplesmente porque deu vontade de escrever...estamos automatizados, temos vários contatos externos por Internet, nossa "rede" de amigos aumentou consideravelmente, até além mar, mas será que teremos mais desses papéizinhos no futuro? como será nossa lembrança desse tempo de Internet? de msn? de skipe?
Não sei para os filhos, mas tenho certeza que todo pai ou mãe quando acha no fundo de uma gaveta um desses recadinhos de "Dia dos Pais" ou "Dia das Mães", se emociona e por momento algum pensam em se desfazer....confirma o que falei.
Quero levar no bolso pelo menos dois desses recados para apresentar a Deus os meus filhos, o quanto são bons e o quanto me amam! Se Deus pedir para Ele os pedacinhos de papéis? ora, claro que deixarei, sei que vai guardar na gaveta junto com os que Ele recebeu de seu Filho Jesus!!